6°C 16°C
Cascavel, PR
Publicidade

No Nebraska, universidade atua em sintonia com produtores rurais

Delegação do Paraná conheceu projetos integrados de pesquisa, desenvolvidos pela instituição de ensino em parceria com a comunidade

19/05/2026 às 10h27
Por: Celso Romankiv Fonte: Assessoria
Compartilhe:
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

Diante do avanço mundial da utilização da Inteligência Artificial (IA) aplicada à gestão no campo, a Universidade do Nebraska, localizada no município de Lincoln, nos Estados Unidos, registra avanços significativos. A instituição de ensino conduz diversos projetos em parceria com produtores rurais da região, envolvendo agricultura de precisão, automação agrícola e pecuária digital, que auxiliam na operação das atividades.

Este universo acadêmico, que já está imerso no meio rural norte-americano, esteve no roteiro da delegação do Sistema FAEP, durante viagem técnica pelos Estados Unidos. O grupo, formado por 40 produtores, presidentes de sindicatos rurais, lideranças rurais e técnicos da entidade, teve oportunidade de conhecer, em detalhes, diversas aplicações práticas da IA, porteira adentro.

Continua após a publicidade
Anúncio

“A universidade conecta ciência às demandas reais dos produtores rurais, utilizando propriedades comerciais como ambientes de validação tecnológica e transferência de conhecimento”, destaca Santosh Pitla, co-diretor do Instituto de Agricultura e Recursos Naturais (IANR), da Universidade do Nebraska.

“Esse ecossistema integrado, envolvendo pesquisa aplicada, extensão rural e prática junto aos produtores, permite avanços tecnológicos e bons resultados, com economia dentro da porteira. Vamos fomentar a adoção de tecnologia no meio rural do Paraná, colocando Inteligência Artificial no dia a dia do produtor”, reforça Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, que também integra a delegação na viagem técnica.

Hoje, com 360 extensionistas espalhados por 93 condados do Estado de Nebraska, o IANR realiza projetos de pesquisa em uma área total de 17,4 mil hectares. A extensão rural funciona como um elo entre as demandas do produtor e o desenvolvimento de pesquisas. Nesta, o agricultor, ou pecuarista, participa diretamente da definição dos experimentos e validação prática das tecnologias em condições reais de manejo.

Na área de agricultura de precisão, a Universidade conta com projetos voltados ao monitoramento remoto de lavouras utilizando drones, satélites, sensores ópticos e índices vegetativos. Com os dados, os pesquisadores identificam a variabilidade espacial das áreas, recomendam aplicações e otimizam o manejo de nitrogênio em culturas como a de milho. Os resultados dos experimentos em propriedades comerciais demonstraram redução média de 20% na aplicação de nitrogênio, mantendo níveis produtivos semelhantes e aumentando a eficiência econômica das operações. Além disso, os estudos contribuem para diminuir problemas ambientais relacionados à contaminação de águas subterrâneas por nitrato.

Outro projeto envolvendo IA e automação agrícola faz com que robôs autônomos realizem operações como a pulverização seletiva de plantas daninhas. As máquinas realizam, ainda, avaliações fitossanitárias em plantas, utilizando sensores, câmeras e modelos computacionais para detectar problemas estruturais e doenças nas culturas.

Na pecuária, a aplicação da IA também envolve um projeto que monitora animais por radiofrequência, câmeras 3D, sensores e modelos de visão computacional. O sistema permite identificar precocemente alterações comportamentais em suínos, monitorar consumo alimentar, detectar possíveis doenças e estimar peso dos animais, sem necessidade de manejo físico.

Irrigação de ponta

Ainda no Estado do Nebraska, a delegação realizou uma visita técnica na Valley Irrigation, empresa líder mundial no setor de irrigação mecanizada. Hoje, 40% dos pivôs do mundo são da marca, presente em mais de 100 países nos cinco continentes, inclusive no Brasil, onde há uma fábrica no município de Uberaba, em Minas Gerais, e um centro de distribuição em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.

O poder da Valley está refletido em sua cobertura no meio rural. No total, os 250 mil pivôs, sendo 40 mil no Brasil, cobrem 12 milhões de hectares. Como parte da estratégia de digitalização do campo, 150 mil máquinas já estão conectadas à nuvem, reforçando a meta corporativa de conectar 100% dos pivôs à internet para viabilizar o gerenciamento remoto das propriedades.

“Nós operamos com modelos altamente tecnológicos que permitem controle remoto da irrigação, ajuste de vazão por área, integração com sensores de solo e clima, e otimização da aplicação conforme necessidade da cultura”, destaca Darren Siekman, vice-presidente da Valley Irrigation.

Em relação ao Brasil, segundo Siekman, propriedades que adotaram a tecnologia registraram redução de até 15% no consumo de água e energia, e aumento de até 18% na produtividade.

“Além do retorno econômico, há o ganho produtivo com irrigação, com possibilidade de até três safras por ano e redução de perdas em períodos críticos”, afirma o executivo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Cascavel, PR
10°
Neblina

Mín. Máx. 16°

10° Sensação
3.09km/h Vento
100% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h05 Nascer do sol
05h55 Pôr do sol
Qua 17°
Qui 20°
Sex 12° 12°
Sáb 17° 10°
Dom 17° 13°
Atualizado às 10h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,04 +1,07%
Euro
R$ 5,85 +0,61%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,03%
Bitcoin
R$ 408,815,01 -0,59%
Ibovespa
175,122,45 pts -1.05%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias