
O município de Cascavel inicia uma nova etapa no fortalecimento das ações de combate à dengue, Zika e chikungunya: a fase de comunicação e engajamento do Método Wolbachia, tecnologia inovadora e sustentável conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com o Ministério da Saúde, e operada pela Wolbito do Brasil, que agora chega oficialmente a Cascavel. Essa fase é fundamental para aproximar a população do projeto, tirar dúvidas, ouvir percepções e promover a participação ativa das comunidades locais. Ao todo, serão contemplados 18 bairros, totalizando o alcance de mais de 215 mil pessoas.
O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Quando esses mosquitos se reproduzem, transmitem a Wolbachia para as próximas gerações. A bactéria impede que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, tornando-o incapaz de transmitir essas doenças. A liberação está prevista para agosto. Em Niterói, por exemplo, houve a redução de 89% dos casos de dengue.
De acordo com a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da FIOCRUZ, Priscila Ferraz, a implementação do Método Wolbachia na região representa um ganho para toda a população daqueles municípios. "A implantação do Método Wolbachia em Cascavel representa mais um marco no avanço do Plano de Enfrentamento de Arboviroses do Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz e os municípios. Trata-se de uma iniciativa fruto de uma política pública para o SUS, baseada no Método Wolbachia, considerado uma importante inovação no controle vetorial".
Antes da liberação dos mosquitos, a equipe da Wolbito, em parceria com a Prefeitura, realiza uma série de ações informativas e educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações comunitárias.
Após essa etapa inicial, será realizada a liberação controlada dos mosquitos com Wolbachia, seguida por monitoramento técnico e acompanhamento epidemiológico para avaliar o estabelecimento da bactéria na região e os impactos na redução das arboviroses. Dessa forma, o município passa a integrar uma estratégia inovadora de saúde pública já aplicada em diferentes cidades do Brasil e do mundo.
“O sucesso do Método Wolbachia depende da confiança e do envolvimento das pessoas. É por isso que a fase de comunicação e engajamento vem antes de qualquer ação em campo. É um diferencial no método, pois torna a população parte do projeto, fazendo com que se sintam parte responsável pela construção dessa solução”, explica Sandro Fabiano da Luz, Diretor da Wolbito do Brasil.
A tecnologia é segura, não usa produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e já tem eficácia comprovada em diversos países. Em cidades como Niterói (RJ), onde o método já foi implantado, houve redução de até 70% nos casos de dengue, além de impactos positivos em Zika e chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa.
“A informação é uma forma de cuidado. Quando nos comunicamos de forma clara e respeitosa, abrimos espaço para que as pessoas se sintam seguras e engajadas. Nosso objetivo é trabalhar com as comunidades, não apenas para elas”, reforça Sandro.
Depois da etapa de comunicação e engajamento, será realizada a liberação dos Wolbitos no município. As solturas serão realizadas semanalmente, durante um tempo, por equipe técnica especializada, utilizando veículos e equipamentos próprios. A expectativa é que, ao longo dos meses, a presença da Wolbachia aumente de forma natural e estável na cidade.
Para saber mais sobre o Método Wolbachia e acompanhar o cronograma das ações no município, os moradores podem acessar o site oficial www.wolbito.com ou seguir os perfis nas redes sociais.
O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia é baseada em evidências científicas e integra o conjunto de ações nacionais de enfrentamento às arboviroses.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do mosquito. Ao se reproduzirem, os insetos transmitem a bactéria para as próximas gerações, ampliando de forma progressiva e sustentável a presença da Wolbachia no ambiente. Com isso, os mosquitos têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika e chikungunya.
A metodologia é duradoura: estudos de comprovação científica demonstram que, mesmo após oito anos das primeiras liberações, os mosquitos mantêm a bactéria Wolbachia de forma estável na população.
Atualmente, o Método está presente em 16 cidades no Brasil. as próximas cidades indicadas pelo Ministério da Saúde são: Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto e São José dos Campos (SP), Cariacica e Serra (ES), Contagem (MG), Foz do Iguaçu e Cascavel (PR) e Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade (GO).
A Wolbito do Brasil é a maior biofábrica de Wolbitos (Aedes aegypti com Wolbachia) do mundo e tem como missão ajudar a proteger a população de doenças como dengue, Zika e chikungunya. Atua com o Método Wolbachia, presente em diversos países, iniciado no Brasil pelo World Mosquito Program (WMP) em 2014. A empresa é um desdobramento estratégico do WMP, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), para consolidar e expandir a implementação do Método Wolbachia no país, garantindo sua sustentabilidade e impacto em larga escala.
Os Wolbitos (mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia) não são transgênicos, não há qualquer modificação genética. O Método Wolbachia é natural, seguro e autossustentável. Também não se deve utilizar a expressão Aedes do Bem (ou mosquitos do bem), pois se trata da marca registrada de outra técnica e empresa, diferente do Método Wolbachia.
A apresentação do método foi realizada hoje (12), em coletiva de imprensa, com o secretário de Saúde, Ali Haidar, o secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Xavier, o coordenador Geral Substituto de Vigilância das Arboviroses da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Daniel Garkauskas, o assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Diogo Chalegre e diretor da 10ª Regional, Rubens Griep.
BAIRROS QUE SERÃO CONTEMPLADOS:
Bairro — População
Alto Alegre — 9681
Brasília — 13742
Brasadeira — 8302
Cancelli — 12473
Cascavel Velho — 16286
Cataratas — 6699
Centro — 29836
Esmeralda — 6707
Floresta — 16020
Guarujá — 8143
Interlagos — 15401
Morumbi — 9510
Periolo — 11606
Santa Cruz — 17551
Santa Felicidade — 2412
São Cristóvão — 7250
Universitário — 15487
XIV Novembro — 8210
TOTAL — 215318
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