
A Fundação Araucária foi classificada como a segunda fundação estadual de amparo à pesquisa com melhor governança pública do Brasil, segundo um estudo publicado pela Rede de Revistas Científicas da América Latina e Caribe, Espanha e Portugal (Redalyc). O levantamento avaliou as 27 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do país por meio do Índice de Avaliação da Governança Pública para Fundações (IGovFAP).
A instituição paranaense alcançou nota 0,7980, enquadrada na faixa de governança alta, ficando atrás apenas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que obteve 0,8004. A terceira colocação ficou com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com nota 0,7535.
As três fundações foram as únicas do país a alcançar classificação alta ou muito alta no levantamento.
O IGovFAP foi desenvolvido para medir a qualidade da governança das fundações estaduais responsáveis pelo fomento à ciência, tecnologia e inovação. Para elaborar o índice, os pesquisadores utilizaram informações públicas disponibilizadas pelas próprias instituições e dados coletados por meio de questionários respondidos pelos dirigentes das fundações.
Entre os critérios analisados estão a efetividade na execução do orçamento e no depósito de patentes, transparência e prestação de contas, participação das câmaras de assessoramento, distribuição de bolsas de mestrado e doutorado, além da legalidade, ética, integridade e aprovação das contas pelos Tribunais de Contas.
Segundo os autores do estudo, o indicador evidencia melhor o desempenho das fundações que apresentam maior estabilidade institucional. O artigo destaca que São Paulo, Paraná e Minas Gerais ocupam posições de destaque em praticamente todos os pilares avaliados.
A Fundação Araucária é responsável por apoiar o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no Paraná. A instituição financia projetos por meio de chamadas públicas e processos de inexigibilidade de chamamento público, com avaliação de mérito científico realizada por especialistas.
As ações são estruturadas em três eixos principais: produção de ciência, tecnologia e inovação, formação de pesquisadores e disseminação do conhecimento científico.
