
A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), após três meses de internação no Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná. Ela ficou gravemente ferida ao salvar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio no apartamento onde moravam, no centro de Cascavel, no oeste do estado, em outubro de 2025.
A informação foi confirmada pela assessoria do hospital. Não foram divulgados detalhes sobre o atual estado de saúde de Juliane, mas, no último dia 14 de janeiro, foi informado que ela estava consciente e respirando naturalmente.
Juliane sofreu queimaduras em 63% do corpo. Inicialmente, ela foi atendida no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, e no dia 17 de outubro foi transferida para Londrina em uma aeronave da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR), sendo encaminhada ao Centro de Tratamento de Queimados, referência no atendimento a pacientes com queimaduras no Paraná.
Em dezembro de 2025, a mãe da advogada, Sueli Vieira, revelou que Juliane havia começado a despertar do coma induzido e já conseguia se comunicar com familiares, após quase dois meses de internação intensiva.
A Polícia Civil concluiu a investigação do caso em novembro e apontou que o incêndio não foi intencional, não havendo indícios de crime. De acordo com o laudo pericial, o fogo teve início na cozinha do apartamento.
O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento localizado no 13º andar de um prédio no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, em Cascavel. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, enquanto tentava resgatar a família.

No momento do incêndio, estavam no apartamento a mãe de Juliane, Sueli, de 51 anos, e o primo Pietro, de 4 anos. Após o resgate, Juliane foi retirada do local pelo Corpo de Bombeiros.
Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, inalou fumaça e teve as vias respiratórias atingidas, permanecendo internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel. Pietro foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e mãos, ficando 16 dias internado e recebendo alta no fim de outubro.
Durante a ocorrência, um bombeiro teve queimaduras nos braços, mãos e parte das costas, sendo internado e liberado dias depois. Outro militar também sofreu queimaduras nas mãos e recebeu atendimento médico.
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