
A sexta-feira, 13, marcou o encerramento do Show Rural Coopavel e também uma das raras entrevistas concedidas pelo prefeito de Cascavel, Renato Silva. Ele participou do programa EPC, da emissora Catve, onde fez um balanço de 13 meses de gestão e respondeu a questionamentos sobre obras, saúde, buracos nas ruas, habitação e articulações políticas.
Ao longo de mais de uma hora, o prefeito anunciou a construção do hospital da região norte, confirmou investimentos em pavimentação urbana e rural, garantiu recursos para a trincheira da BR-277 e detalhou compromissos com deputados e com o grupo político do governador.
Sabatinado pelos comunicadores Jorge Guirado e Luizinho Nardelli, em vários momentos, Renato adotou tom direto, reconheceu problemas, pediu paciência da população e afirmou que vai cumprir compromissos assumidos durante a campanha.
Confira a seguir uma síntese da conversa. A sabatina completa você assiste em vídeo nas plataformas digitais da Catve.
Sexta-feira (13) marcou praticamente 13 meses do seu governo. Que balanço o senhor faz? Qual foi a maior dificuldade?
Renato Silva – Eu não vejo nenhuma dificuldade. Claro que a cidade tem problema, como qualquer lugar. Mas a cidade está em ordem. Eu estou dando o meu melhor, estou me doando. E nenhuma obra ficou parada. Tudo está na mesma velocidade ou mais. Inauguramos a Carlos Gomes, inauguramos a ponte do 14 de Novembro. E tem várias obras em andamento.
No interior, produtores cobram estradas. Como está a situação e o que entra no plano de pavimentação?
Renato Silva – A primeira estrada que deve ser inaugurada até o fim de abril é a Estrada da Produção, na região da Coopavel. Era conhecida por outro nome, mas mudamos porque ali está uma estrutura importante, com produção forte. Esse trecho está avançando.
O senhor falou em um pacote grande de asfalto rural. Quanto exatamente e como isso foi viabilizado?
Renato Silva – Nós estamos falando de 166 quilômetros, em número redondo, 170 quilômetros de asfalto. É o maior da história de Cascavel. E uma coisa que travava era projeto. Então mais de 30 comunidades se reuniram e ajudaram a pagar projeto, tirar do bolso, porque a conversa era sempre “projeto, projeto”. Com projeto você consegue buscar recursos com Estado, União, Itaipu.
Além dessas ligações, há outras obras de pavimentação citadas pelo senhor. Quais exemplos entram nesse pacote?
Renato Silva – Tem a Colônia Melissa, uma ligação que é sonho de décadas. São 22 quilômetros, com obra estimada em valores altos, e vai conectar regiões e facilitar escoamento. E nós queremos ligar as divisas com os municípios: Toledo, Corbélia, Catanduvas, Lindoeste, entre outros. O objetivo é facilitar a vida e reduzir poeira, lama, buraco e caminhão encalhado.
O senhor afirma que isso não foi “promessa”. Por quê?
Renato Silva – Porque eu não gosto de prometer. Eu assumo compromisso. Eu disse na campanha que teria um olhar diferenciado ao interior. E isso nós começamos a fazer e vamos continuar.
Uma reclamação recorrente é a quantidade de buracos nas ruas da cidade. Existe plano emergencial e prazo para resolver os pontos críticos?
Renato Silva – Eu acompanho, ando na cidade, já fui vendedor de porta em porta. Eu sei da necessidade. O asfalto está envelhecido. Por isso temos mais de 250 milhões em projetos andando para fazer recape. Só que recapar tudo é muito caro: são milhões de metros quadrados, algo que chegaria a bilhões. Você tapa um buraco e aparece outro.
Mesmo assim, a população quer data. O senhor citou um prazo.
Renato Silva – O secretário de Obras me prometeu que até o final de março nós vamos estar com, no mínimo, 90% dos buracos resolvidos. Eu também sinto o problema, minha família anda na cidade. Eu peço um pouco de paciência, porque buraco sempre teve e sempre terá, mas nós vamos dar conta.
O senhor já declarou preferência pelo Guto Silva como possível nome ao governo?
Renato Silva – Eu já declarei que o meu candidato a governador vai ser quem o governador indicar. Mas se me perguntassem a opinião, entre os nomes, eu escolheria o Guto Silva, com a exceção de um nome aqui da nossa cidade, o Paranhos, se fosse o caso.
A trincheira do Cascavel Velho, na BR-277, é cobrada há muito tempo. Qual é o ponto atual?
Renato Silva – A licitação será dia 26 de março. Isso me incomodava muito. Vai virar realidade.
Um dos temas que não podem ficar no discurso é o hospital da região norte. Ele sai do papel?
Renato Silva – Até o final de março nós vamos anunciar a obra de 120 milhões de reais. O governador vai vir aqui anunciar, junto com o secretário Beto Preto. E nós vamos fazer o hospital da região norte.
O senhor reconhece que muita gente ouve isso em campanha há anos. O que muda agora?
Renato Silva – Eu nunca falei isso antes, porque eu não prometo. Tinha um projeto parado. Eu falei com o governador, falei com o secretário Beto Preto e buscamos a forma de viabilizar. Teve articulação, engenharia e apoio. Vai sair. E depois tem o hospital da retaguarda, que está atrasado e precisou ajustes.
No meio disso, aparecem relatos de filas, como colonoscopia e exames do coração. Como o senhor responde?
Renato Silva – Fila sempre teve. E eu não tenho vara mágica. Tem muita gente esperando, e nós estamos trabalhando dentro do alcance do município para ir resolvendo. A gente pensa nas pessoas e vai avançando aos poucos.
O senhor citou demanda por CMEIs e reformas. Como a Prefeitura pretende reduzir fila?
Renato Silva – É uma demanda forte. Nasce muita criança por mês. Vamos construir, pela primeira vez na história, quatro CMEIs nos distritos, além de outros nos bairros mais populosos. Tem obras praticamente prontas e outras em andamento.
E a falta de professores?
Renato Silva – Está em discussão. Falta na casa de 350 professores. No ano passado contratamos mais de 140. Mas eu tenho que olhar folha, limite, não dá para fazer sem cuidar disso.
Na habitação, o senhor citou números grandes. O que está garantido e o que está planejado?
Renato Silva – Em torno de duas mil habitações já estão encaminhadas, com parceria entre Prefeitura, Estado e União. E anunciamos mais quatro mil apartamentos, com participação de empresários, com o município entrando com terrenos. O objetivo é ampliar acesso, com prestações que as pessoas consigam pagar.
As marginais da BR-277 são um jogo de empurra entre Estado e município. O que a Prefeitura vai fazer?
Renato Silva – É uma realidade. Nós vamos fazer uma marginal que sai da Avenida Tito Muffato até o trevo, obra estimada em 25 milhões. Já está licitada e deve começar em poucos dias, dentro de 30 dias. Do outro lado também, com projeto pronto e recursos garantidos.
Na segurança, o senhor afirmou melhora. Quais ações o senhor cita?
Renato Silva – Houve redução grande de moradores de rua. A Guarda tem sede própria, algo que não existia. Estamos estruturando um complexo na região do Morumbi, com escola de formação, base e integração com outras forças. Também chamamos guardas e reforçamos equipe.
O senhor mantém compromisso com o deputado federal Fernando Giacobo?
Renato Silva – Sim. O compromisso é com Fernando Giacobo. Ele é um deputado de resultado. O aeroporto, por exemplo, nós devemos muito a ele.
E como fica o grupo político se houver outras candidaturas do mesmo campo?
Renato Silva – Houve conversas, há cenários possíveis e a política é discutida em grupo. Mas o compromisso que já estava assumido era com Giacobo. E eu vou cumprir.
O senhor também citou compromisso para deputado estadual. Quem são os nomes?
Renato Silva – O nosso compromisso é com Gugu Bueno e Batatinha. Existe discussão interna sobre outras possibilidades, mas o compromisso do grupo é esse.
E qual recado o senhor deixa para quem cobra mais recursos e obras?
Renato Silva – Eu faço um apelo para a sociedade: vote nos candidatos indicados pelo governo. Com mais força política, vêm mais recursos e mais condições de melhorar saúde, educação, estradas e resolver problemas como buracos.
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