
A trajetória da goleira Maria Eduarda Kramer, conhecida como Duda, no handebol feminino é marcada por dedicação, mudanças e crescimento dentro do esporte. Natural de Porto Alegre, a atleta iniciou sua história ainda na escola e hoje vive um momento de consolidação defendendo a equipe de Cascavel, onde disputa sua terceira temporada.

Duda contou um pouco da sua história no podcast De Olho No Esporte Foto:JPB
O primeiro contato com o handebol aconteceu no colégio, durante as aulas de educação física. Ainda jovem, Duda passou a integrar a equipe representativa da escola e começou a disputar competições estudantis, despertando o interesse por algo mais sério no esporte. Aos 11 anos, a goleira já demonstrava afinidade com a modalidade. Com o tempo, a prática deixou de ser apenas uma atividade escolar e passou a ser vista como possibilidade de carreira. “Quando comecei a jogar em clube, lembro de pensar: eu gosto disso, acho que é isso que eu quero”, relembra.
A transição para o alto rendimento veio após a participação em equipes mais competitivas, com destaque para sua passagem por Camboriú. Foi nesse período que o handebol passou a fazer parte central da rotina da atleta. “O esporte deixa de ser só uma parte da tua vida e passa a ser praticamente tudo. A diferença aparece no dia a dia”, explica.
A chegada a Cascavel aconteceu em 2022, após um contato iniciado pelas redes sociais. Na época, a atleta buscava novos desafios e uma equipe mais competitiva. “Vi uma publicação dizendo que estavam procurando goleira. Entrei em contato e depois o clube também falou comigo. Pensei: se estão me chamando, então é para ser”, conta.
Desde então, a goleira passou a integrar um dos principais elencos do handebol feminino brasileiro. O nível de exigência aumentou, assim como a responsabilidade dentro de quadra. “Treinar todos os dias já é intenso, mas no alto rendimento é ainda mais exigente. É difícil chegar ao topo, mas mais difícil ainda é se manter, porque todo mundo quer ganhar de quem está lá em cima”, avalia.
Mesmo longe de casa, o apoio da família segue sendo um dos pilares da atleta. Os familiares permanecem em Porto Alegre, mas acompanham de perto a carreira da goleira. “Eles são torcedores fanáticos do time. Sempre que o jogo é perto do Rio Grande do Sul, eles estão presentes”, destaca. Para Duda, esse suporte faz diferença no dia a dia. “A gente sai de casa cedo e aprende a ser adulto muito rápido. Saber que posso contar com eles é fundamental”, completa.
Além da rotina intensa de treinos e competições, a atleta também concilia a carreira esportiva com os estudos, o que considera um diferencial importante. “Poder disputar grandes competições e ao mesmo tempo estudar é algo muito valioso para o futuro”, afirma.
Com a temporada 2026 iniciando, a goleira mantém o foco nos objetivos coletivos da equipe. A primeira competição oficial será a 1ª etapa do Paranaense Adulto, em Pato Branco. A estreia será no sábado (28), contra a equipe da casa, e no domingo (29), o desafio será diante de Curitiba.
“A gente treina muito e se dedica bastante. A expectativa é sempre melhorar e dar o máximo dentro de quadra. Espero que possamos colher os frutos desse trabalho”, conclui a atleta.
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