
Um grave caso de racismo e injúria envolvendo atletas adolescentes de Cascavel causou indignação no esporte amador e ganhou novos desdobramentos nesta semana. A equipe Resenha UFC, representante cascavelense na Condá Cup, denunciou que pelo menos três jogadores da categoria Fut7 sofreram ofensas durante partida disputada no domingo (03), em Chapecó (SC).
Inicialmente, o clube havia divulgado nota de repúdio relatando atos de racismo e injúria durante o confronto entre Resenha UFC e Azuriz Chapecó. Agora, a presidente da equipe, Luciana Machado, detalhou que a situação foi ainda mais grave do que se imaginava.
Segundo ela, um dos casos resultou em boletim de ocorrência formalizado pela equipe. Outro episódio envolveu injúria com ofensas sexuais contra um atleta, mas, conforme relatado, foi informado no local que a situação não caberia registro no mesmo boletim. Já um terceiro adolescente teria sido alvo de ataques de um torcedor, porém ficou envergonhado com o ocorrido e só revelou a situação depois da chegada dos policiais.
“Foram contra três atletas”, afirmou a dirigente ao relatar a dimensão do caso.
Luciana Machado também denunciou que um jogador do Azuriz teria feito ofensas direcionadas à comissão técnica do Resenha UFC. Segundo ela, embora a equipe não tenha priorizado esse episódio diante da gravidade dos ataques aos adolescentes, foi solicitado que o fato constasse em súmula, o que não teria sido atendido pela arbitragem.
A situação gera revolta ainda maior por ter ocorrido em uma competição de categorias de base, ambiente que deveria prezar pelo respeito, formação cidadã e proteção aos jovens atletas. Em vez disso, o torneio acabou marcado por denúncias graves e pela sensação de falta de amparo.
O Resenha UFC informou que o departamento jurídico já está tomando as medidas cabíveis e que seguirá acompanhando o caso. A expectativa é de que os organizadores da Conda Cup, a arbitragem e as autoridades competentes apurem os fatos e responsabilizem os envolvidos.
Casos de racismo no esporte são crime. Quando atingem adolescentes, o impacto ultrapassa o resultado de uma partida e deixa marcas emocionais profundas. Por isso, a cobrança por punição exemplar e combate efetivo à discriminação cresce entre familiares, atletas e comunidade esportiva.
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