
O Ministério Público do Paraná, através do promotor Tiago Inforçatti Rodrigues, denunciou Morgani Terezinha Neukirchen Meinerz por homicídio qualificado pela morte do engenheiro agrônomo Leandro Meinerz, em Marechal Cândido Rondon. A denúncia foi juntada ao processo na quinta-feira (30) e tramita na Vara Criminal da comarca. O crime ocorreu no sábado (30), por volta das 00h30, em uma residência no município, com o uso de arma branca.
De acordo com a denúncia, Leandro morreu em razão de trauma penetrante no abdome, provocado por instrumento perfurocortante. O Ministério Público afirma que o golpe atingiu a região mesogástrica à esquerda da linha média e causou hemorragia abdominal.
A Promotoria sustenta que o crime foi praticado por motivo fútil, sob a alegação de que a denunciada não aceitava o fim do relacionamento com a vítima. O MP pediu que a denúncia seja recebida e que o caso siga pelo rito do Tribunal do Júri, até eventual decisão de pronúncia.
No documento, o promotor Tiago Rodrigues também requer a produção de provas, a oitiva de testemunhas e a fixação de valor mínimo de reparação aos familiares da vítima em valor não inferior a R$ 100 mil. O Ministério Público ainda pediu a decretação de segredo de justiça para resguardar a integridade física, psíquica e moral das filhas menores do casal.
Inicialmente, o Ministério Público havia solicitado o arquivamento do caso, mas voltou atrás após o surgimento de novas provas. Entre elas estão um vídeo e uma série de conversas de WhatsApp recuperadas da conta da vítima no Google.
No vídeo, gravado minutos antes do crime, Morgani aparece segurando uma faca e uma garrafa de vinho, enquanto os dois discutem. O clima é tenso e o diálogo registrado reforça que a situação já estava escalando para um confronto.
Segundo as investigações, na noite do crime, Morgani havia saído com as duas filhas e amigas para jantar em um restaurante da cidade. Durante o encontro, Leandro também apareceu no local e houve um momento de tensão entre o casal.
Mais tarde, Morgani decidiu ir até o apartamento onde ele estava morando para conversar. Em depoimento à polícia, ela justificou que fez isso porque ainda o amava, queria entender o motivo da alteração dele e buscava resolver a situação do casal, especialmente a definição sobre o divórcio, que ela alegou que ele vinha protelando.
Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram que ela chegou ao local de carro às 22h34, mas permaneceu dentro do veículo por cerca de meia hora. Somente às 23h04 ela desce e entra no prédio em direção ao apartamento, o que indica que Leandro inicialmente hesitou em permitir a entrada da esposa para a conversa que terminaria na facada mais tarde.
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