
A instabilidade política e militar deflagrada na Venezuela após os ataques dos Estados Unidos neste sábado (03) deve ter reflexos diretos no Paraná. Segundo pesquisadores e especialistas em migração, o estado, que já figura como um dos principais destinos de venezuelanos no Brasil, tende a receber um número ainda maior de imigrantes nas próximas semanas. O cenário de incerteza em Caracas, marcado por explosões e pela confirmação da captura de Nicolás Maduro pelo governo norte-americano, deve acelerar o êxodo da população local.
O Paraná consolidou-se nos últimos anos como um polo de atração para essa população, especialmente através da Operação Acolhida, que interioriza imigrantes que entram pelo estado de Roraima. De acordo com análise de especialistas ouvidos após a ofensiva, a simples mudança de regime não garante estabilidade imediata. "A incerteza pesa no ar", relatam migrantes que já vivem em Curitiba e no interior do estado, preocupados com familiares que permanecem na zona de conflito.
A ofensiva militar, confirmada pelo presidente Donald Trump, incluiu operações em Caracas e resultou na retirada de Maduro e sua esposa do país. Diante do vácuo de poder e do risco de guerra civil ou violência interna, a busca por segurança no Brasil se torna a única saída para milhares de famílias. As autoridades paranaenses e entidades do terceiro setor já monitoram a situação, antecipando a necessidade de reforçar as estruturas de acolhimento e integração laboral que tornaram o estado uma referência no processo de interiorização.
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