
Cascavel sedia neste fim de semana a 1ª Copa Cascavel de Basquete em Cadeira de Rodas. O torneio, que abre oficialmente o calendário 2026 da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas, reunirá equipes tradicionais de várias regiões do país e promete partidas de alto nível técnico entre sexta-feira (01) e domingo (03), no Ginásio Eduardo Luvison. Para o coordenador técnico da modalidade no município, Rodrigo Zini, sediar a competição representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos. “Estamos muito felizes de receber essa competição. Para nós, atletas e comissão técnica, tem um significado muito especial”, afirmou.
A Copa Cascavel contará com oito equipes de cinco estados brasileiros. Estão confirmados representantes do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba, o que garante diversidade técnica e confronto entre estilos distintos de jogo. Entre os destaques da competição está a atual campeã brasileira, além de atletas que atuam no basquete europeu e jogadores convocados para as seleções masculina e feminina do Brasil. “Temos cinco atletas chegando da Europa nesta semana. Também teremos atletas que representam o país e vão disputar o Mundial. Isso mostra a grandeza do evento”, destacou Rodrigo Zini.
Recentemente, a equipe conquistou em Foz do Iguaçu o primeiro título da história de Cascavel no basquete em cadeira de rodas nos Parajaps. “Já tínhamos sido vice-campeões e terceiros colocados, mas faltava esse título. Foi uma conquista muito importante para todos nós”, relatou o coordenador. Rodrigo lembrou ainda que alguns atletas esperavam há anos por esse momento. “Tem atleta que disputa o Parajaps há dez anos e nunca tinha sido campeão. Outros estavam na primeira competição. Então foi uma emoção muito grande.”
O basquete em cadeira de rodas existe em Cascavel desde 2014 como modalidade competitiva. Ao longo desses 12 anos, o município consolidou equipes fortes, ampliou o número de praticantes e passou a disputar torneios estaduais e nacionais com frequência. “Temos centro de treinamento, apoio e condições para viagens e preparação. Isso dá oportunidade para que a pessoa com deficiência possa praticar esporte de rendimento.”
Para quem ainda não conhece a modalidade, Rodrigo explica que as regras são bastante semelhantes às do basquete convencional. “A altura da cesta é a mesma, só que os atletas estão sentados. Isso aumenta o grau de dificuldade e exige muito preparo técnico.” As principais adaptações envolvem o uso da cadeira esportiva e algumas regras de deslocamento. As cadeiras são específicas para competição, feitas sob medida para cada atleta e preparadas para suportar o contato intenso das partidas. “Quem não conhece a modalidade e quer ver um grande espetáculo esportivo pode ir ao ginásio. Tenho certeza de que não vai se arrepender. Muita gente ainda não sabe que Cascavel tem basquete em cadeira de rodas e várias outras modalidades. Queremos mostrar que existe espaço para todos.”
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