
Nesse domingo li o livro do Austin Kleon, “Roube como um artista” e ele trouxe uma série de provocações que quero compartilhar com você, já que elas fizeram minha semana começar melhor.
Um dos motivos é porque ao abordar sobre a genealogia da ideias, ele explica porque nenhuma ideia é original, mas sim uma composição mixada de diversas outras preexistentes.
Essa visão do autor reflete muito em artigos que leio e também naqueles que escrevo em minha coluna. Acredito que os conteúdos são sempre composições derivadas de nossa bagagem cultural, teórica, empírica, familiar, educacional, intelectual, contextual e emocional.
Austin pontua: “Você é a soma das suas influências”.
Portanto, tudo a que damos vida é permeado por nossos filtros construídos ao longo da nossa trajetória.
A partir do momento em que temos essa consciência, vários pontos podem tornar nossa semana – e até mesmo nossa vida melhor:
1) Não temos obrigação nenhuma de criar algo totalmente original porque não existe, tudo vem de algum lugar. Percebe como fica mais leve escrever ou criar um conteúdo para as redes sociais?
2) Copiar um autor é plágio; copiar vários é pesquisa. Logo, nós somos tecelões de ideias de vários escritores criando uma nova peça que será usufruída por outros tecelões. E está tudo bem. Foi assim que a população mundial multiplicou tanto conhecimento a partir da Aldeia Global (conceito de Marschall McLuhan).
3) Se nossas ideias são fruto de tudo o que consumimos e amamos, podemos fazer escolhas intencionais para nossas vidas. Embora não possamos escolher nossa família, podemos selecionar nossos amigos, a música que escutamos e os livros que lemos – já que todos exercem influência sobre nós.
4) O autor exige de nós um alto nível de protagonismo pessoal. Jamais alguém falou comigo do jeito que o Austin falou. Na prática foi: “Quer ler um bom livro? Escreva-o”. Sua primeira reação é questionar: “Como assim?”. Mas depois você entende que ele realmente gosta de verbos no imperativo e que faz parte da sua atitude provocadora.
5) Se são as perguntas que movem o mundo, essa parte vale a pena transcrever para você entrar na reflexão proposta: “Pense em sua obra favorita e em seus heróis. Livros e autores de que gosto. O que foi que eles esqueceram de fazer? O que poderia ter sido feito? O que eles fariam hoje se estivessem vivos? Se os seus criadores favoritos se reunissem e colaborassem, o que eles fariam com você na liderança da equipe? Vá fazer isso. Escreva o livro que você quer ler. Escreva a música que você quer ouvir. (Beatles? Legião Urbana? Escreva uma música para eles) Crie os produtos que você quer usar. Faça o trabalho que você quer ver pronto”.
Como não começar uma semana ativa com essa intimação do Austin?
Afinal, além de selecionar o que nos cerca ainda temos muitas ideias para tecer e muito trabalho a ser feito. E se algo ou alguém lhe incomodar nesse trajeto, a dica do autor é válida: “esteja ocupado demais para se importar”.
Sucesso a todos!
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